segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Relação D/s


Já escrevi sobre a importância das práticas na relação SM, sobre a falta ou o excesso de sexo na relação SM, sobre minha essência submissa, no entanto alguns assuntos me chamam a atenção e gostaria de discorrer sobre eles.

Destacando que o material desse texto expressa minha opinião e sua única e exclusiva pretensão é o de dividir idéias e pensamentos sobre esse lindo estilo de vida que é a submissão.

É inacreditável como pré-conceitos formados por alguém viram via de regra para a grande maioria. Já ouvi de muitas submissas, a frase: “tô com vontade de uma sessão”, eu tbm falo muito isso, mas com uma diferença gritante, não nego que gosto e que acho importante a realização das práticas na relação. Refiro-me aqui exclusivamente, a uma autêntica relação D/s, aquela que um Manda e o outro obedece, por meio de um consenso. 

Mas o que me causa um grande desconforto é quando minha fala é interpretada de uma maneira totalmente errônea da intencional. Pois a partir do momento que me auto-intitulei uma submissa por opção e adoração e assumi essa postura seria um sacrilégio eu descartar o valor ou a importância da D/s e valorizar apenas as práticas simplesmente.

Procuro no momento da negociação deixar claro que, em meu humilde modo de entender e vivenciar a relação SM, ela só poderá ser considerada verdadeira e legítima se houver, se existir e for praticada a D/s, por meio de um relacionamento de comprometimento, aprendizagens e crescimento de ambas as partes.

Pelos Deuses desse Universo, não consigo aceitar a remota possibilidade de alguém apanhar, se submeter, sem ter um contexto, sem qualquer sentido, acredito sim, que se fosse para viver e praticar o SM dessa maneira, não precisaria da parte Dominante, cada um decidiria o que gostaria ou não de fazer, tomaria ou não decisões, ou simplesmente usaria seus acessórios sozinhos, sem esquecer de martelar os dedos e de tacar a cabeça na parede, etc.

Ora, em meu modesto entendimento, tudo faz parte de um contexto e a relação D/s é uma relação de via de mão dupla, na qual necessita ser fundamentada no respeito, na cumplicidade, na confiança, na responsabilidade e no bom senso dos envolvidos para que possa ela existir, ser praticada e vivenciada com desejos, sedução, felicidade e segurança, seguida das práticas ou não.

Trocando em miúdos, essa humilde submissa, sempre quis e tem tentado construir e vivenciar uma D/s com história, com comprometimento, com crescimento, com respeito, com carinho, com tesão, bonita, gostosa, cúmplice, com tudo que tenho direito e acredito e o mais importante com um Dom que goste e saiba Dominar!!

Mesmo errando, não vou desistir de tentar nunca...*pisc

bjs de carinho
ternura

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Universo hierárquico


Aproveitando ainda o tema de Natal, presenteio vcs com um texto belíssimo da vaca profana (carinhosamente conhecida como vaquinha) de Brasília, o texto eu furtei...rss...delicadamente do blog http://bdsmsublime.blogspot.com/ da querida katine.

Então, há tempinhos venho com vontade de escrever sobre a baguncinha que alguns seres que habitam esse Universo, estão fazendo com as fantasias/papeis que ocupam.

Meu intuito aqui, não é de ditar regras, indicar cartilhas, ou levantar bandeiras, é apenas relembrar que elas existem e a fantasia fica muito mais gostosa, proveitosa, prazerosa qdo elas são postas em práticas conscientemente.

Afinal, como submissa, não gostaria de fazer tarefas, obedecer, ordens, ter castigos sabendo que foram induzidos por mim, assim como tenho certeza que o DOM abominaria tbm esta ação/reação.

Logo em uma verdadeira D/s o sofrimento, a quebra e a superação de limites existe, pois só assim existirá o verdadeiro crescimento da submissa e o verdadeiro desempenho do Dominador....procuro seguir uma hierarquia conscientemente e com muito prazer.

BDSM tem regras sim, genéricas, de costume.

A banalização do BDSM está exatamente em subverter as regras, sob uma pretensa liberdade de ser, negando a verdadeira essência das relações BDSM. Por que a necessidade de enquadrar outras relações no meio, por que alguém que nega a essência do BDSM tem que ser BDSM? É status???

BDSM tem essência… tem bases próprias…é perfeito adentrar o meio sem a percepção do diferencial, mas negá-lo só abre espaço aos desastres, acidentes e incidentes que volta e meio nos deparamos.

Pessoas que não conseguem entender essa essência e saem por aí disseminando e alardeando um BDSM irresponsável e descomprometido são os que promovem chantagens, violações, traumas e mutilações. Isso tudo acontece no meio, e pasmem, pode acontecer com qualquer um de nós! E começo permeando pelo SSC, justamente pra ilustrar que regras gerais existem sim, assim como o direito de prescindir delas.

Eu não jogo pelo SSC. Busquei MUUUUUUUito e hoje encontrei uma relação RACK (consensualidade não consensual: risco presumido, risco assumido). Não jogo SSC, não há consensual no meu jogo, ao aceitar a coleira aceitei toda e qualquer decisão dele a partir de então. O que me resta, sair quando não me for suportável. Eu vivo literalmente entre ficar e sair correndo. E amo isso…

A relação BDSM é hierárquica. E uma relação onde um detém o poder sobre o outro. Portanto um MANDA sim, e outro OBEDECE sim. O que sair desta linha é CONCESSÃO, PRIVILÉGIO pela EXPRESSA VONTADE DE QUEM MANDA.

Se o Dom não exige que a sub fique de joelhos é prerrogativa dele abrir mão, mas é fácil entender que todo sub deva estar sempre abaixo de seu Top. E aqui, não falo em superioridades e inferioridades (apesar de acreditar piamente que só me domina aquele que me é SUPERIOR), e sim em opção BDSM, em posição escolhida.

Se eu não fico de joelhos, me recuso a chamar de Senhor e só faço o que gosto, o que curto ENTÃO POR QUE DIABOS EU ME DENOMINO SUBMISSA???? Só porque eu gosto de ser usada, faço um fisting básico uma vez por semana e levo minhas chicotadas. Alouuuuuuuu. Ser submissa vai além… (o que em momento algum invalida uma relação nessas bases, pelo contrário… só não dá pra entendê-la D/s).Eu acho belíssimo ser kajira, sabe quando eu seria uma nunquinha (opa…afirmação perigosa…afirmação perigosa…rs). Não me encaixo nas qualificações necessárias, sou bagunçada demais pra isso. Isso não me desmerece… apenas me evidencia nas minhas características próprias.

Então se questiona, nada é consensual???? ÓBVIO QUE TUDO SERÁ CONSENSUAL. Ele falou está acabado. (eu acredito nisso, não existe DR em BDSM, mas isso sou eu um ser ruminante). A consensualidade está no conhecimento de si, do outro e das REGRAS que regem aquele contrato, e não no PERMITIR – NÃO PERMITIR – PERMITIR – NÃO PERMITIR. Parece bem-me-quer, mal-me-quer. Afff.

Ao sub resta sempre a certeza de que pode ir embora, e façam-me o favor, honrem a classe. Não é: “se o Senhor fizer isso eu vou embora…” olha lá hein! É permitir-se viver com toda a intensidade a dor, o sofrimento, o quebrar de limites e amarras, e se ao final não sentir-se bem com isso… sair.

Quem de nós não se sente bem ao sabendo-se ciumenta e possessiva sobreviver com alegria, prazer e MUUUUUUUUito gozo a uma sessão a três. Descobrir-se capaz de, apesar de. OI!? Não é essa a proposta?!

BDSM não é confortável! BDSM é sair da zona de conforto (do: ah! Isso eu faço!) É permitir-se, é ir além. É ser capaz de, e achar-se o máximo por isso. Infla que logo chega um com agulha pra te por no seu lugar. É perceber, mal disfarçado o orgulho no olhar do DONO, ao te ver ser maior que a dor, a humilhação, o sofrimento proposto. É o tesão DELE ali a olhos vistos porque SUA posse conseguiu.

É lembrar-se de que a REALIZAÇÃO da FANTASIA é real!!! Não é botar algema fru-fru que arrebenta no primeiro orgasmo não, é usar algema sem travar e perder a chave, e depois rir junto da cara de não sei o que eu faço do chaveiro ao te achar ali toda marcada de bunda pra cima (porque o Dom não vai perder a chance de te expor né!). – dá série… BDSM É…

E se não for real não é BDSM! Se a humilhação não mexer no íntimo, não é BDSM! Se a dor não te levar a querer fugir, não é BDSM. Se o sofrimento não te fizer ‘odiar’ naquele momento teu algoz, não é BDSM. BDSM é intenso, íntegro, profundo. Mexe com entranhas, mexe com valores, mexe com moral, mexe com seu ‘eu’ selvagem, instintivo.

E instinto é, querer voltar o tapa que levou. BDSM é ter o comando do selvagem dentro de si e não devolver mas transmutar em prazer esse ímpeto. Eia!!! (cadê DONO???? Deu tesão).

E pra não dizer que não falei das flor… digo… dos espinhos. CANIL, SENZALA, ou o nome que desejarem é sim DIREITO inalienável de todo e qualquer TOP, sim. Mas pasmem a maioria não deseja, não quer, não tem tempo, não tem saco pra tanta TPM. MUUUUUUUUitos APRECIAM dedicar-se a sub tanto quanto esta DEVE dedicar-se a ELE.

Mas, poxa, não é preciso negar a existência dessa prerrogativa para não vivê-la. Tanto quanto não é preciso pegar o que aprecia a idéia e deseja concretizá-la e tentar dissuadi-lo, pelo‘consensualismo’, do seu direito.

Aprendi cedo, que todo DOM tem suas regras e que estas podem mudar conforme SUA VONTADE a qualquer momento, por conveniência, sacanagem ou simples prazer em ver a confusão da sub. BDSM não é politicamente correto!!! Alouuuuuuuuuu

E enfim, depois do discurso quase inflamado, em prol do BDSM FUNDAMENTALISTA XIITA E REGRADO apesar desta muginte odiar disciplina e regras, passar longe de modelos e padrões, peço licença ao DOMADOR para uma observação hedonista:

Sim, a multiplicidade de parceiros é sem dúvidas a potencialização de prazeres… mas, em se tratando de BDSM nem sempre a irmã de coleira vem nesse contexto, pois está inserida numa fantasia pessoal que algumas vezes cai pela divisão e/ou subtração, por usos diferenciados e vivências específicas.

Entendo ser exatamente, pela expectativa exagerada de algumas de que deve haver uma relação de extremada amizade entre irmãs de coleira, com confidências e estabelecimento de vínculos íntimos irreais, senão surreais que os ‘burros dêem n’água’, gerando conflitos, dissidências e verdadeiros complôs de derrubada.

Relações BDSM estabelecidas sem VERDADE são sempre um caminho perfeito para o desenlace desastroso ou no mínimo complexo.

Peço desculpas a quem acha cruel tal exposição, ou mesmo desanimadora. Não achem, proponham-se apenas a questionar seus instintos, desejos e motivações reais para o encontro mais simples das suas reais vocações BDSM.

BDSM é sim um mundo sombrio, de relances luminosos e coloridos, mas é preciso mergulhar nas trevas para encontrar luzes…como era mesmo… é preciso perder pra se achar…não é isso????

Mais uma vez agradeço a vaquinha e a querida katine por permitirem que eu postasse material tão rico e repleto de ensinamentos.

Obrigada meninas!!
bjkas ternas
ternura

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ahhhh! as práticas.....hummmm

E seguindo a mesma abordagem de minha querida Catlin do blog http://catlinsub.blogspot.com/, que tão sabiamente discorreu sobre a falta das práticas nas sessões, deixo a vcs uma seqüência de imagens, para que instigue o desejo e refresque a memória daqueles que insistem em banalizar o nosso Universo.












sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ode a submissão


Pensemos em uma mulher que trabalha, que é independente financeiramente, que paga suas contas, ou mesmo, da família toda, que tem seu próprio carro, que toma decisões, que defende e protege sua família sem igual, enfim repleta de obrigações...uma guerreira e tanto heim..bravo!!

Mas pq será que essa “poderosa” mulher, esconde que gosta de uns tapinhas e sente falta do gozo na cama?

Porque ela é um mulher totalmente fechada para os prazeres do sexo e suas vertentes, porque é obrigada a se enquadrar nos moldes do moralismo da sociedade em que vive e perante isso, torna-se enfadonha, porque tem medo de ser delicada e não ser mais respeitada. E aí passa a ser fraca.

Porém, essa mesma mulher, cansada de usar máscaras, vive um outro estilo de vida, no qual é despojada de moralismos, é sensual, é erótica, é lasciva.

Faz-se respeitar porque não esconde seus desejos, não esconde que adora os pingos de vela em seu corpo, que ama spanking, que estremece inteira quando é chamada de cadela, que adora ter seu corpo usado e torturado, que tem prazer de ter seu corpo usado para exemplificar as proteínas e vitaminas das frutas ou legumes..rs, de acordo com a vontade de seu Dono e Senhor.

Hã?? O que disse?? Dono de quem?? Simmmm!!! ela tem um DONO, ela pertence, ela é propriedade, ela é peça, ela é brinquedo, ela é cadela, ela é puta com orgulho!!

Em sua submissão, essa mulher se sente forte, feliz, realizada e recarrega suas forças para encarar de cabeça erguida os dois estilos de vida.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Passeando

Nessa última segunda-feira fomos eu, a lilica e a querida [{mila}]MAGNO para Erótika Fair, a feira tava meio fazia, mas isso foi até bom pq tiramos várias fotinhos na Loja Domina, adorei o passeio e o mais importante ameiiiii ter conhecido minhas queridas amigas.

Acho tão importante isso, o olho no olho, o tet-a-tet sair de trás do pc é tão bom dar cara aos nicks, gostaria de fazer isso mais vezes, nem que seja para um café ou uma simples volta no shopping, um momento nosso para falarmos, falarmos e falarmos e de quebra rirmos um pouquinho...rsss

Adoreiii de verdade!!!!!

obrigada Sir Magno e brigadinha lilica!!


Euzinha , lilica e [{mila}]MAGNO na  Erotika Fair no dia 11/10/2010

mila achando que pode..rss
 
mais pose
 
discutindo a intensidade..rsss

intensidade combinada..rss



cadelinha do Dono..rss



não resistimos

gaiolinha irressitível...rsss


sábado, 28 de agosto de 2010

Confidenciando



Conversava eu com uma amiga super baunilha e totalmente desprovida de julgamentos sobre minhas sensações em uma sessão. Bom, é algo completamente inexplicável, porém tentei exprimir o mais próximo da realidade, contudo acredito que esteja bem longe do que realmente sinto.... rss...

Disse a ela: assim q a sessão é marcada, já começa um frenesi, uma excitação tamanha, posso me masturbar cem vzs por dia q o fogo não acalma.

Na hora propriamente dita, quando ouço a primeira ordem, sinto correr nas veias algo como a mais poderosa das drogas (não sou usuária, mas imagino) aquilo toma conta de mim de um jeito, ali ajoelhada prostrada e sabedora que vou ser usada e abusada me deixa fascinada, me sinto entorpecida totalmente dependente.

Sinto meu corpo pedir e implorar pelo pulso firme, pela mão pesada e o toque preciso do Dono, então me entrego, mergulho de cabeça de corpo e alma nessas sensações e vou às nuvens literalmente...*pisc

sábado, 7 de agosto de 2010

Pedindo Passagem !!!



No dia 07/08/2010, depois de muito pensar, somado ao incentivo da minha querida amiga  lilica, resolvi criar esse blog para depositar minha maneira de pensar, ver e sentir o BDSM. Com minhas certezas, incertezas, dúvidas, tristezas e alegrias. Enfim, um espaço  próprio, para depositar minhas vivências nesse Universo que, humildemente tomei para mim.

Ficarei feliz com a presença daqueles que buscam e disseminam esse mesmo sentimento.

Sejam bem-vindos e bjkas ternas !!!